ERGONOMIA e QUALIDADE DE VIDA



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11/09/2016 - ERGONOMIA e QUALIDADE DE VIDA

Por Célia Wada

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Este é um artigo escrito por mim mas com o todo teor técnico compilado dos diversos artigos escritos pelo nosso engenheiro Mecânico, engenheiro de Segurança, ergonomista e administrador Osny Telles Orselli e pela sua equipe de especialistas que conta com fisioterapeutas, médicos, advogados, técnicos de segurança, enfermeiras do trabalho, engenheiros civis, arquitetos , psicólogos e eu....


O real conceito de ERGONOMIA transcende a NR17


A cada dia mais nos convencemos que a ERGONOMIA em seu conceito holistico, transcende a NR17 e entra no patamar dos PILARES PARA A QUALIDADE DE VIDA.


Escrevemos uma artigo realcionado a isso que  está no link http://goo.gl/fotsKS  porém, o que nos traz escrever este artigo hoje é um comentário recebido em nosso portal que nos faz acreditar que ainda existam profissionais que não compreendem a importancia VITAL desse tema: ERGONOMIA.


Vamos ao que nos levou escrever ete artigo...


Mais uma vez voltamos a falar sobre LAUDO ERGONÔMICO porque, infelizmente, as pessoas ainda estão preocupadas COM QUEM ASSINA e não COM QUE FAZ o Laudo...


Por mais que em nossos artigos, nossas cursos e mesmo em nossos vídeos tentamos mostrar que o importante é fazer com consciência o trabalho e não apenas para cumprimento legal, ainda assim recebemos e-mails de profissionais questionando que “pode assinar” o Laudo ergonômico...Isso é péssimo....


Cansamos de comparar...quem pode fazer uma cirurgia?


Não é o que o profissional “acha” e sim, é oque a capacidade e a habilidade para tal o permite.


Quem você contrataria para fazer uma cirurgia no seu filho?


Obrigatoriedade do Laudo Ergonômico


A Norma Regulamentadora – NR-17 – Ergonomia (Lei nº 6514/77 – Portaria nº 3751/90) estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todas as empresas que admitam empregados que estejam expostos a riscos ergonômicos.  Os dados deverão ser mantidos por um período mínimo de 20 (vinte) anos.


Neste artigo, vamos trazer a colocação de um leitor que retiramos o nome para prIvacidade mas, muito nos entristece pela colocação e pela falta de CONSCIÊNCIA frente a um problema tão sério que são os problemas ERGONÔMICOS que existem em todos os locais atingindo até crianças...


Trouxemos nossa resposta , a colocação do leitor e mais uma vez, algumas considerações sobre o LAUDO ERGONÔMICO.


EMAIL RECEBIDO


Origem: Google
Nome: WWWWWWWWWWWWWWWW
E-mail: 
XXXXXXXXXXXXXXXXXXX
login: Visitante
Fone: XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
IP: XXXXXXXXXXXXXXXX
Assunto:
fale com nosso coordenador técnico
informações técnicas

Outro Assunto:  Artigo sobre ergonomia
Mensagem:
Vocês citam em um artigo sobre laudo ergonômico que o fisioterapeuta pode confeccionar o laudo, mas pelas normas do Ministério do Trabalho só quem pode fazê-lo é o Engenheiro de Segurança ou o Médico do Trabalho.


NOSSA RESPOSTA


Sr. XXXXXXXXXXXX


Boa noite


Não sabemos qual a intenção do seu comentário...gostaríamos que esclarecesse 


Sentimos muito receber um e-mail com o ter do seu, mesmo com TANTAS colocações que fazemos de que O IMPORTANTE É QUEM SABE REALMENTE FAZER...


O sr, menciona em seu texto pelas normas do Ministério do Trabalho só quem pode fazê-lo é o Engenheiro de Segurança ou o Médico do Trabalho. 


Por favor, pedimos que nos passe essas normas onde exista essa menção. Temos um copo jurídico especializado.


Mediante seu encaminhamento da referida norma, vamos encaminhar ao departamento competente para que providências sejam tomada uma vez que, cabe sim, ao fisioterapeuta, habilitação e capacitação para emitir um LE.


O Fisioterapeuta é fundamental na equipe para uma análise fisiomotora e fisiológica correta e consciente. O engenheiro de segurança do trabalho (caso seja também engenheiro mecânico) pode avaliar e calcular a força de uma alavanca motora em um determinado ponto porém, qual a resultante patológica dessa alavanca frente a musculatura esquelética e ossea. Sabia que existem relatos até de Osteomalacias acarretadas por alavancas bloqueadoras e fadigas musculares?


Aproveitamos para colocar: o que nos diz da especialização de ERGONOMISTA?


O QUE UM ADMINISTRADOR PODE ENTENDER DE ERGONOMIA APENAS FAZENDO UM CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO? SE ESPECIALIZAR EM UM ASSUNTO ONDE NÃO É LHE CONFERIDA A BASE?...enfim...


EM UMA ANÁLISE DE RISCOS os riscos devem ser avaliados não por uma pessoa mas sim por uma equipe...principalmente o Laudo Ergonômico que é extremamente multidisciplinar....


Apenas lembrando....


A norma regulamentadora 17 – NR 17 trata da Avaliação Ergonômica do Trabalho, também conhecido como Laudo Ergonômico.


Neste documento deve constar a avaliação das condições de conforto no local de trabalho, como ruído, luminosidade, temperatura, mobiliário, velocidade do ar e umidade relativa do ar.


A norma trata também da postura e dos movimentos executados pelo trabalhador no exercício de sua função, bem como as questões relacionadas à organização do trabalho. Ex.: jornada, horas extras, pausas, ritmo de trabalho, controle de produção tudo isso com vistas a PREVENÇÃO DE MOLÉSTIAS ÓSTEO-MUSCULARES, AUDITIVAS, FISIOLÓGICAS, PUMONARES, PSICOFISIOLÓGICAS ENTRE OUTRAS.


ATT


SOLANGE MORAES


www.cmqv.org


www.mundoergonomia.com.br


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Voltando ao nosso artigo - Vamos falar mais uma vez sobre LAUDO ERGONÔMICO


A norma regulamentadora 17 – NR 17 trata da Avaliação Ergonômica do Trabalho, também conhecido como Laudo Ergonômico.


Neste documento deve constar a avaliação das condições de conforto no local de trabalho, como ruído, luminosidade, temperatura, mobiliário, velocidade do ar e umidade relativa do ar.


A norma trata também da postura e dos movimentos executados pelo trabalhador no exercício de sua função, bem como as questões relacionadas à organização do trabalho. Ex.: jornada, horas extras, pausas, ritmo de trabalho, controle de produção tudo isso com vistas a PREVENÇÃO DE MOLÉSTIAS ÓSTEO-MUSCULARES, AUDITIVAS, FISIOLÓGICAS, PUMONARES, PSICOFISIOLÓGICAS ENTRE OUTRAS.


O que é o Laudo Ergonômico


O Laudo ou Análise Ergonômica é um documento obrigatório a todas às empresas que possuem empregados, cujas atividades ou operações os expõem a riscos ergonômicos!


Objetivo do Laudo Ergonômico


- Aferir e analisar as condições de trabalho de setores administrativos e produtivos da empresa;


- Adaptar as condições de trabalho dos funcionários às suas características fisiológicas;


- Proporcionar maior conforto, segurança e produtividade ao ambiente de trabalho.


- Diminuir os riscos de ocorrência de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho (LER/DORT, entre outras);


- Avaliar mobiliário, acessórios e equipamentos;


- Avaliar as condições de luminosidade, temperatura, som, pressão, e outras


Por isso, é importante que sua empresa mantenha a Avaliação Ergonômica do Trabalho em conformidade com a lei, não apenas  para evitar penalidades e custos com ações judiciais mas para melhorar as condições de trabalho o que irá auferir um melhor desempenho e uma maior produtividade.


Como é realizado o Laudo Ergonômico


O Laudo Ergonômico deve ser realizado por equipe de especialistas em estudos ergonômicos e riscos ambientais à saúde, produzindo  material descrito das operações, dos ambientes, dos equipamentos utilizados, que permite elaborar considerações e recomendações a respeito dos métodos e da organização do trabalho com relação às atividades inerentes à função.


O Engenheiro de Segurança e Fisioterapeuta do Trabalho são profissionais “legalmente habilitados” na área de segurança do trabalho e devidamente credenciados junto aos Conselhos de Classe porém, hoje, frente a todos os problemas existentes inclusive problemas de ordem psicofisiológicas, as equipes são multidisciplinares e locais mais complexos como hospitais e locais mais estressantes, psicólogos e até mesmo nutricionistas temparticipado dessa análise ampla do LAUDO EGONÔMICO tendo como foco o CONFORTO INTEGRADO E REAL do profissional.


Nos deparamos com empresas de alto teor de responsabilidade onde até costureiras especializadas foram contratadas para dar maior conforto nas vestimentas utilizadas.


Não pretendemos chegar a isso a tão curto prazo mas...sem sonho, não há projeto, não há realização!


Roupas Ergonômicas.....já ouviu falar sobre isso? Pois então...é um de nossos projetos sustentáveis...


Voltando a realidade de hoje:


Requisitos para realizar o Laudo Ergonômico


Todas as empresas que possuem empregados, cujas atividades ou operações os expõem a riscos, que por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem em esforços de levantamento, transporte e descarga individual de materiais, ou outros que exigem postura forçada e ainda, esforços repetitivos.


Periodicamente deverão ser realizadas revisões e atualizações quando houver modificações nas funções, no processo produtivo da empresa e implantação de novas máquinas e ou equipamentos.


O Laudo Ergonômico tem a finalidade de estabelecer parâmetros visando adaptar as condições de trabalho as características psicofisiológicas dos trabalhadores, seu desenvolvimento consta de:


Estudo detalhado dos processos utilizados no desenvolvimento das atividades;


Avaliação do mobiliário. acesórios e equipamentos;


Aferição e análise das condições ambientais dos locais de trabalho;


Implantação de medidas de controle;


Treinamentos e cursos sobre ergonomia;


Avaliações qualitativa e quantitativa dos riscos;


Recomendações técnicas para melhoria das condições de trabalho.


Como realizar um laudo ergonômico na sua empresa – PROCURANDO UMA EQUIPE QUE REALMENTE SEJA HABILITADA E CAPACITADA PARA TAL.


NR17 - ERGONOMIA


17.1. Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.


17.1.1. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho, e à própria organização do trabalho.


17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora.


17.2. Levantamento, transporte e descarga individual de materiais.


17.2.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora:


17.2.1.1. Transporte manual de cargas designa todo transporte no qual o peso da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador, compreendendo o levantamento e a deposição da carga.


17.2.1.2. Transporte manual regular de cargas designa toda atividade realizada de maneira contínua ou que inclua, mesmo de forma descontínua, o transporte manual de cargas.


17.2.1.3. Trabalhador jovem designa todo trabalhador com idade inferior a 18 (dezoito) anos e maior de 14 (quatorze) anos.


17.2.2. Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança.


17.2.3. Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que não as leves, deve receber treinamento ou instruções satisfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes.


17.2.4. Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados.


17.2.5. Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior àquele admitido para os homens, para não comprometer a sua saúde ou a sua segurança.


17.2.6. O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsâo ou tração de vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico deverão ser executados de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança.


17.2.7. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança.


17.3. Mobiliário dos postos de trabalho.


17.3.1. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.


17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:


a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;


b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;


c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais.


17.3.2.1. Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, além dos requisitos estabelecidos no subitem 17.3.2, os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado.


17.3.3. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto:


a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida;


b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento;


c) borda frontal arredondada;


d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar.


17.3.4. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador.


17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas. 


17.4. Equipamentos dos postos de trabalho.


17.4.1. Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.


17.4.2. Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, datilografia ou mecanografia deve:


a) ser fornecido suporte adequado para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura, visualização e operação, evitando movimentação freqüente do pescoço e fadiga visual.


b) ser utilizado documento de fácil legibilidade sempre que possível, sendo vedada a utilização do papel brilhante, ou de qualquer outro tipo que provoque ofuscamento.


17.4.3. Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo devem observar o seguinte:


a) condições de mobilidade suficientes para permitir o ajuste da tela do equipamento à iluminação do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador;


b) o teclado deve ser independente e ter mobilidade, permitindo ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas;


c) a tela, o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de maneira que as distâncias olho-tela, olhoteclado e olho-documento sejam aproximadamente iguais;


d) serem posicionados em superfícies de trabalho com altura ajustável.


17.4.3.1. Quando os equipamentos de processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo forem utilizados eventualmente poderão ser dispensadas as exigências previstas no subitem 17.4.3, observada a natureza das tarefas executadas e levando-se em conta a análise ergonômica do trabalho.


17.5. Condições ambientais de trabalho.


17.5.1. As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.


17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condiçôes de conforto:


a) níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no INMETRO;


b) índice de temperatura efetiva entre 20oC (vinte) e 23oC (vinte e três graus centígrados);


c) velocidade do ar não superior a 0,75m/s;


d) umidade relativa do ar não inferior a 40 (quarenta) por cento.


17.5.2.1. Para as atividades que possuam as características definidas no subitem 17.5.2, mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas relacionadas na NBR 10152, o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65 dB (A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 dB.


17.5.2.2. Os parâmetros previstos no subitem 17.5.2 devem ser medidos nos postos de trabalho, sendo os níveis de ruído determinados próximos à zona auditiva e as demais variáveis na altura do tórax do trabalhador.


17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade.


17.5.3.1. A iluminaçâo geral deve ser uniformemente distribuída e difusa.


17.5.3.2. A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.


17.5.3.3. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO.


17.5.3.4. A medição dos níveis de iluminamento previstos no subitem 17.5.3.3 deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função do ângulo de incidência.


17.5.3.5. Quando não puder ser definido o campo de trabalho previsto no subitem 17.5.3.4, este será um plano horizontal a 0,75m (setenta e cinco centímetros) do piso.


17.6. Organização do trabalho.


17.6.1. A organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.


17.6.2. A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração, no mínimo:


a) as normas de produção;


b) o modo operatório;


c) a exigência de tempo;


d) a determinação do conteúdo de tempo; e) o ritmo de trabalho;


f) o conteúdo das tarefas.


17.6.3. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte:


a) para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores;


b) devem ser incluídas pausas para descanso;


c) quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento.


17.6.4. Nas atividades de processamento eletrônico de dados, deve-se, salvo o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho, observar o seguinte:


a) o empregador não deve promover qualquer sistema de avaliação dos trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação, baseado no número individual de toques sobre o teclado, inclusive o automatizado, para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie;


b) o número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser superior a 8 (oito) mil por hora trabalhada, sendo considerado toque real, para efeito desta NR, cada movimento de pressão sobre o teclado;


c) o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite máximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no período de tempo restante da jornada, o trabalhador poderá exercer outras atividades, observado o disposto no art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho, desde que não exijam movimentos repetitivos, nem esforço visual;


d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 (dez) minutos para cada 50 (cinqüenta) minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho;


e) quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção em relação ao número de tóques deverá ser iniciado em níveis inferiores do máximo estabelecido na alínea “b” e ser ampliada progressivamente.


COMO MENCIONEI NO INICIO...Este é um artigo escrito por mim mas com o todo teor técnico compilado dos diversos artigos escritos pelo nosso engenheiro Mecânico, engenheiro de Segurança, ergonomista e administrador Osny Telles Orselli e pela sua equipe de especialistas que conta com fisioterapeutas, médicos, advogados, técnicos de segurança, enfermeiras do trabalho, engenheiros civis, arquitetos , pscicologos e eu....


Célia Wada

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