
A Desidratação é um dos mecanismos para a conservação do produto orgânico, com mínima perda em seus valores nutricionais.
Uma das metas da CMQV é conseguir um reaproveitamento total do que denominamos “orgânico limpo”, ou seja, frutas, legumes, hortaliças, tubérculos, etc, sem nenhum processo de cozimento ou de qualquer modificação ou transformação em seu estado natural. Nosso programa FOME ZERO, que nada tem relacionado ao programa administrativo de nosso País, está baseado na premissa do reaproveitamento com base na multi-desidratação.
No dia a dia de uma pessoa com grande atividade, a forma mais fácil de consumir alimentos saudáveis é a forma desidratada.
Nem sempre comer uma maçã ou um pedaço de abacaxi é possível em meioa reuniões, trabalhos e mesmo no trânsito.
O consumo da fruta na forma desidratada, alia, uma boa alimentação ao aspecto qualidade de vida e comodidade.
Outro aspecto muito importante é a conservação.
Nem sempre se consome um abacaxi de uma só vez, muitas vezes sendo desperdiçado. A desidratação permite que o mesmo seja completamente consumido e, importante: natural e sem conservantes.
Neste artigo vamos falar um pouco sobre desidratação e fornecer alguns links importantes e interessantes que tratam do assunto, assim como de materias interessantes, cursos e fornecedores.
Desidratação:
A primeira máquina para desidratar frutas e vegetais por meios artificiais foi construída na França em 1795, entretanto a desidratação só passou a ser aplicada de forma significativa na primeira Guerra Mundial, em razão da necessidade de alimentos em larga escala destinado a suprir as tropas em combate.
Idêntica expansão ocorreu de 1939 a 1944, sendo que na segunda guerra mundial haviam sido desenvolvidas, nos Estados Unidos, técnicas para desidratação de mais de 160 tipos de vegetais. Nos últimos cinqüenta anos, tanto a ciência quanto à tecnologia se empenhou no sentido de aprimorar novos sistemas na área de preservação de alimentos e esses esforços tornaram viável a desidratação de enorme variedade de produtos para fins comerciais.
Entre as principais formas de conservação de frutas estão a dessecação e a desidratação.
Industrialmente a desidratação é definida como secagem (retirada de água) pelo calor produzido artificialmente sob condições de temperatura, umidade e corrente de ar cuidadosamente controlado.
Dessecação tem, em essência, o mesmo significado de desidratação, sendo mais genérico e às vezes usado para se referir a produtos da secagem ao sol.
Tanto a desidratação quanto a secagem referem-se a um sistema qualquer de remoção de água por intermédio de um processo que, em geral, segue regras bastante simples. Em resumo, o aumento da temperatura do produto a ser desidratado força a evaporação da água, enquanto a circulação do ar remove a umidade evaporada.
A agroindústria agrega valor ao produto, porém a qualidade final de qualquer produto desidratado vai sempre depender da qualidade da matéria prima utilizada.
Industrialmente os principais produtos desidratados de frutas são:
1) farinhas,
2) flocos,
3) pó ou granulado e
4) fruta seca ou passa..
Os métodos de embalagem que se demonstraram mais adequados para a conservação de alimentos desidratados foram o sistema a vácuo e a embalagem hermética. Seja qual for o método utilizado, o importante é que o alimento esteja protegido contra a ação da umidade, do ar e da luz.
Produção de frutas:
O Brasil é um dos três maiores produtores mundiais de frutas, com uma produção que supera 34 milhões de toneladas.
A base agrícola da cadeia produtiva das frutas abrange 2,2 milhões de hectares, gera 4 milhões de empregos diretos (2 a 5 pessoas por hectare) e um PIB agrícola de US$ 11 bilhões. Além disso, para cada 10.000 dólares investidos em fruticultura, são gerados 3 empregos diretos permanentes e dois empregos indiretos.
A fruticultura voltada especificamente para a agroindústria, com exceção da laranja, ainda é bastante limitada no Brasil. Na maioria dos casos os fruticultores produzem predominantemente para o mercado in natura, onde em geral conseguem um retorno maior, vendendo apenas o excedente a um preço menor para a indústria. Portanto, no Brasil, a produção e comercialização de frutas processadas acompanham de perto a produção e comercialização de fruta fresca.
Entre os produtos processados as frutas desidratadas se destacam por serem normalmente de fácil obtenção, manterem as características do produto natural, reduzirem custo com transporte e por possuírem características que dificultam o desenvolvimento de microorganismos que poderiam promover a deterioração da fruta fresca.
Comércio de fruta fresca
O consumo de fruta fresca é crescente em todo o mundo, por uma série de fatores que levam a modificações nos hábitos alimentares, como:
- Maior cuidado com a saúde e aspectos nutritivos dos alimentos, com sensibilidade crescente em relação a fatores ecológicos e dietéticos,
- campanhas publicitárias sobre os benefícios de consumo de frutas e hortaliças,
- envelhecimento da população, que amplia o conjunto consumidor de maior idade (calcula-se que nos EUA o segmento populacional entre 55 e 66 anos consome quase 40% mais frutas e hortaliças que a média),
- tendência a desprendimento dos horários e costumes, o que aumenta a substituição das refeições por lanches rápidos,
- procura por ganha de tempo e por alimentos individualizados de fácil preparo,
- consumidor aberto a novidades, atraído por produtos novos e uma tendência à busca de novos sabores.
O consumo per capita de frutas é alto na Espanha, seguido pelo da Itália e Alemanha, com valores equivalentes ao dobro do consumo brasileiro.
O consumo de frutas de países como França, EUA e Japão também fica bem abaixo da média dos maiores consumidores, indicando potencial de ampliação de mercado.
Apesar de termos um mercado interno importante e crescente, é fundamental ampliar as exportações. Dos 34 milhões de toneladas de frutas produzidas pelo Brasil em 2002, apenas 0,7% foi direcionada para o mercado externo. Os principais importadores em volume, foram os Países Baixos, Reino Unido, Argentina, Espanha e Estados Unidos.
Os dois primeiros por serem pontos de entrada de mercadorias para a Europa, devido a magnitude e eficiência de sua estrutura portuária.
A exportação de frutas frescas pelo Brasil enfrenta barreiras que dificultam a ampliação e às vezes a manutenção do mercado. Como exemplo temos a barreiras sanitárias, que vedam a importação da maioria das frutas e legumes brasileiros e para grande parte daqueles cuja entrada é permitidos em outros países, um obstáculo é o requisito obrigatório da obtenção pelos importadores de licenças prévias de importação, que afeta praticamente 100% das importações desses produtos.
Outro entrave é os tratamentos especiais e a exigência de admissão de vários produtos por portos específicos.
Internamento o comércio de frutas frescas muitas vezes é limitado por sua perecibilidade, distância do mercado, produção concentrada em uma determinada época do ano, má conservação das estradas, alto custo do transporte frigorificado, inexistência de uma cadeia ininterrupta de frio, entre outros.
Comércio de frutas desidratadas:
A todos os fatores viabilizadores e propulsores do consumo de frutas frescas, acrescentam - se à possibilidade de consumo durante todo o ano e a praticidade de uso, quando se trata de frutas conservadas por processos como secagem e desidratação, redução da perecibilidade e do volume a ser transportado, além de facilitar a exportação de alguns produtos que deixam de estar sujeitos à lei de proteção de plantas dos países importadores.
Um exemplo é o mercado japonês de frutas secas, que em 1999 importou 66.246 toneladas, no valor de 15.175 milhões de ienes.
Nesse mercado as frutas secas de damascos comuns, figos, caquis, kiwi, ameixas, pêras, jujuba, tâmaras, abacaxi, banana, mamão papaia, uvas, mangas, pêssego e longans, não estão incluídas na Lei de Proteção às Plantas, apesar de estarem sujeitas à lei de Higiene Alimentar. Entretanto, as importações de nozes e frutas secas, que não são processadas usando o tratamento a base de calor e que não estão relacionadas acima, devem ser acompanhadas do Certificado Fitossanitário, emitido pelo órgão governamental competente do país exportador, apresentado junto como o “Formulário para Inspeção de Plantas e Artigos Proibidos para Importação”, à Agência de Proteção de Plantas, no qual um inspetor de quarentena irá inspecionar a carga para verificar se contém plantas nocivas ou pragas
A importação mundial de frutas frescas em 2002 foi de 223.492.000 t, no valor de US$ 280.730.000. Os maiores importadores em volume foram a China, Rússia, Alemanha e Malásia (Figura 01), e em valor foram o Reino Unido, EUA, Alemanha e China (Figura 02). Em 2002 o Brasil importou 172.000 t de frutas desidratadas, no valor de US$ 738.000, e exportou 12.000 t no valor de US$ 42.000.
Portanto, apesar de ser um grande produtor de frutas, o Brasil importa mais frutas desidratadas do que exporta.
excelente matéria veiculada no portal: http://www.todafruta.com.br/todafruta/mostra_conteudo.asp?conteudo=6687
Data Edição: 19/08/04
Fonte: Maria Geralda Vilela Rodrigues em especial para Toda Fruta
CURSOS DE DESIDRATAÇÃO:
http://www.guirra.com.br/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=1
CURSOS RELACIONADOS:
http://www.funep.com.br/portal/index.php#principal.php
Nossa finalização: Desidratação - uma das ferramentas para a sua Qualidade de Vida!
Célia Wada