
Quanto custa para o país ?
O que o governo está fazendo ?
O que as empresas estão fazendo ?
Quais as estatísticas conhecidas ?
QUANTA CUSTA PARA O PAÍS ?
Quem previne, poupa.
O Brasil gasta anualmente R$ 25 bilhões com acidentes e doenças de trabalho.Os maiores índices de afastamento e se dá por conta das lesões musculares
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Nos EUA, essas patologias custam bilhões de dólares anualmente. É uma das principais doenças do trabalho, o que vêm preocupando as autoridades daquele país há tempos.
Os americanos chegaram a conclusão que a solução, também para estes casos, é a PREVENÇÃO, muito mais “barata” para todos, pois se compararmos a produtividade de um trabalhador estressado, com ambiente de trabalho inadequado, sem conforto, com má postura, que toma duas a três conduções diárias - ida e volta – sem pausas, sem exercícios físicos ( ginástica laboral ) com aqueles que têm condução decente, posto ergonômico, conforto ( ruído, iluminação, temperatura e umidade ) , pausa, etc. chega-se a conclusão que o conforto e medidas preventivas dá RETORNO.
O QUE O GOVERNO BRASILEIRO ESTÁ FAZENDO?
O Ministério da Saúde vêm publicando e divulgando inúmeros trabalhos científicos de alto nível.
Todavia o Ministério do Trabalho e Emprego/ INSS, preocupado com os afastamentos em decorrência das LER, publicou, em 1998, a Ordem de Serviço nº 606, de cinco de agosto de 1998, que aprova a Norma Técnica sobre Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – DORT. Esta Ordem de Serviço delimitou a maneira com que os peritos efetuavam os exames e diagnosticavam as lesões: esta OS não representou grandes avanços. Ao contrário, só indicou para afastamento pessoas que tivessem seqüelas causadas pelas LER.
Esta Portaria é um verdadeiro incentivo àqueles empresários que se prendem apenas a lei e que compõe, infelizmente, a maioria, a não investir na segurança ocupacional como um todo e na ergonomia dos postos e das funções de maneira particular.
O trabalhador ficou com medo de comunicar os sintomas, com receio de ser demitido.
Aqueles que por alguma razão, principalmente através de sindicatos, conseguem entrar na justiça, apesar das dificuldades, conseguem indenizações vultosas que reflete simplesmente o valor dos salários que aquele trabalhador teria caso pudesse ainda exercer suas atividades mais um valor pelo fato de ter ficado incapacitado.
O QUE A EMPRESAS ESTÃO FAZENDO ?
Como já mencionamos, quem previne, poupa.
O Brasil gasta anualmente R$ 25 bilhões com acidentes e doenças de trabalho, portanto, oferecer condições de segurança tornou-se requisito obrigatório às empresas que desejam ser competitivas.
O Brasil é o quarto colocado mundial em número de acidentes (1998 - OIT) (despesas gerais: 4% da economia mundial)
A maioria das empresas multinacionais, através de “inputs” de suas matrizes, descobriram que a prevenção traz um retorno economico estão investindo ( investimento se entende por ter um retorno e, portanto não é custo !!)
Infelizmente a ergonomia ainda é vista como sinônimo de gastos por muitas empresas, que mantêm ambientes e rotinas inadequadas à saúde dos funcionários.
QUAIS AS ESTATÍSTICAS CONHECIDAS?
Nos Estados Unidos, por exemplo, há um aumento extremamente significativo das LER/DORT, como se pode observar a seguir
Quadro 1: Distribuição de LER/DORT e porcentagem dessas afecções entre as doenças ocupacionais nos Estados Unidos.
ANO
Freqüência
% em relação às doenças ocupacionais
1981
22.600
18
1983
26.000
25
1984
34.700
28
1985
37.000
30
1987
72.900
38
1988
115. 300
48
1989
146.900
52
1990
185.900
56
1991
223.600
61
1993
302.400
64
1994
332.000
65
1998
253.300
64
Fonte: United States Bureau of Labour Statistics
Segundo o United States Bureau of Labour Statistics, houve um aumento de 14 vezes o número de casos entre 1981 e 1994, conforme se constata no quadro 1.
Em 1993, no Canadá e na Dinamarca respectivamente 50,5% e 45,6% dos casos de doenças ocupacionais foram de LER/ DORT.
Quadro 2: Distribuição de acidentes de trabalho no Brasil, segundo algumas doenças mais incidentes em 1997.
Código Internacional de Doença -CID
Total
Típico
Trajeto
Doença
Sinovite e tenossinovite
12.258
2.606
126
9.527
Convalescença pós-cirurgia
6.149
5.047
926
176
Ferimentos de dedos da mão, sem menção de complicação
5.754
5.698
45
11
Fratura de falanges, fechada
5.262
4.912
333
7
Ferimento de dedos da mão, complicado
3.776
3.733
38
5
Lumbago
3.060
2.727
92
241
Fonte: Proteção. Anuário Brasileiro de Proteção. Edição 99.
Os dados deste quadro foram baseados nas CATs processadas pela Dataprev. É importante ressaltar que nem todos os acidentes de trabalho registrados no ano de 1997 estão aí representados. No caso das doenças, por exemplo, foram registrados nesse quadro, cerca de 30% do total de doenças.
Tabela 1: Distribuição de doenças ocupacionais no Brasil segundo ano, entre 1982 a 1998
ANO
FREQÜÊNCIA
1982
2.766
1983
3.016
1984
3.233
1985
4.006
1986
6.014
1987
6.382
1988
5.025
1989
4.832
1990
5.217
1991
6.281
1992
8.299
1993
15.417
1994
15.270
1995
20.646
1996
34.889
1997
36.648
1998
30.489
1999
22.032
TOTAL
230.462
Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho - BEAT-INSS
Tabela 2.- Freqüência de trabalhadores com LER/DORT e sua proporção em relação a trabalhadores com doenças ocupacionais em geral, atendidos em dois serviços de referência em Saúde do Trabalhador no ano de 1994
Serviço
Nº de Trabalhadores com LER/DORT
Nº de Trabalhadores com doenças ocupacionais
% de trabalhadores com LER/DORT
CEREST / SP
1.046
1.598
65,4
NUSAT – BH
554
963
57,5
Total
1.600
2.561
100
Fonte: CEREST/SP e NUSAT- Belo Horizonte, respectivamente
Os dados do quadro 2 e tabela 1 permitem concluir que o aumento de casos de doenças ocupacionais registrados pela Previdência Social a partir1992 deu-se às custas de LER/DORT, a despeito da subnotificação existente. Concomitantemente, estatísticas de serviços de referência em Saúde do Trabalhador comprovam esse aumento registrado nos números oficiais da Previdência Social. No entanto, nos últimos 2 anos (1998 e 1999), observa-se queda importante de notificações.
Os trabalhadores atendidos nesses serviços com diagnóstico de LER/DORT são, em sua grande maioria, jovens e mulheres, dos mais diversos ramos de atividade e com as mais variadas funções/atividades.
Ramos mais Freqüentes
Funções / Atividades mais Freqüentes
Bancário
Metalúrgico
Comércio
Processamento de dados
Têxtil
Confecção
Químico
Plástico
Serviços
Telecomunicações
Alimentação
Vidreiro
Digitador
Montador de componente eletrônico
Bancário
Caixa de supermercado
Costureira de mangas, golas e punhos
Riscadeira
Passadeira
Arrematadeira
Programador de TV
Cozinheira
Escriturário
Bilheteiro de metrô
Distribuidor de cartas/ documentos
Telefonista
Embalador
Operador de Telemarketing
Concluindo:
Há uma necessidade urgente de conscientização geral, não apenas por parte das empresas mas sim, de toda uma população.
As doenças músculo esqueléticas podem, na sua maioria, serem evitadas e, para isso, basta APENAS prevenção e essa prevenção não requer custos ou manobras estratégicas galopantes, necessita, APENAS, CONSCIENTIZAÇÃO.
então......o que fazer e como fazer?......veja o artigo 3