Ler- artigo 2 - aspectos administrativos

Usuários

Login:
Senha: 
Esqueceu a Senha ?

INTERNACIONAIS

26/02/2008 - Ler- artigo 2 - aspectos administrativos

Por Osny Telles Orselli

Alterar tamanho da fonte: A+ | a-

Quanto custa para o país ?

O que o governo está fazendo ?

O que as empresas estão fazendo ?
Quais as estatísticas conhecidas ?


QUANTA CUSTA PARA O PAÍS ?

 Quem previne, poupa.
 O Brasil gasta anualmente R$ 25 bilhões com acidentes e doenças de trabalho.Os maiores índices de afastamento e se dá por conta das lesões musculares



 Nos EUA, essas patologias custam bilhões de dólares anualmente. É uma das principais doenças do trabalho,  o que vêm preocupando as autoridades daquele país há tempos.
Os americanos chegaram a conclusão que a solução, também para estes casos, é a PREVENÇÃO, muito mais “barata” para todos, pois se compararmos a produtividade de um trabalhador estressado, com ambiente de trabalho inadequado, sem conforto, com má postura, que toma duas a três conduções diárias  - ida e volta – sem pausas, sem exercícios físicos ( ginástica laboral  ) com aqueles que têm condução  decente, posto ergonômico, conforto ( ruído, iluminação, temperatura e umidade ) , pausa, etc. chega-se a conclusão que o conforto e medidas preventivas dá RETORNO.


O QUE O GOVERNO BRASILEIRO ESTÁ FAZENDO?

O Ministério da Saúde vêm publicando e divulgando inúmeros trabalhos científicos de alto nível. 
Todavia o Ministério do Trabalho e Emprego/ INSS, preocupado com os afastamentos em decorrência das LER, publicou, em 1998, a Ordem de Serviço nº 606, de cinco de agosto de 1998, que aprova a Norma Técnica sobre Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – DORT. Esta Ordem de Serviço delimitou a maneira com que os peritos efetuavam os exames e diagnosticavam as lesões: esta OS não representou grandes avanços. Ao contrário, só indicou para afastamento pessoas que tivessem seqüelas causadas pelas LER.
Esta Portaria é um verdadeiro incentivo àqueles empresários que se prendem apenas a lei e que compõe, infelizmente,  a maioria, a não investir na segurança ocupacional como um todo e na ergonomia dos postos e das funções de maneira particular. 
O trabalhador ficou com medo de comunicar os sintomas, com receio de ser demitido. 
Aqueles que por alguma razão, principalmente através de sindicatos, conseguem entrar na justiça, apesar das dificuldades, conseguem indenizações vultosas que reflete simplesmente o valor dos salários que aquele trabalhador  teria caso pudesse ainda exercer suas atividades mais um valor pelo fato de ter ficado incapacitado.  


O QUE A EMPRESAS ESTÃO FAZENDO ?


 Como já mencionamos, quem previne, poupa.
 O Brasil gasta anualmente R$ 25 bilhões com acidentes e doenças de trabalho, portanto, oferecer condições de segurança tornou-se requisito obrigatório às empresas que desejam ser competitivas.
 O Brasil é o quarto colocado mundial em número de acidentes (1998 - OIT) (despesas gerais: 4% da economia mundial)

A maioria das empresas multinacionais, através de “inputs” de suas matrizes, descobriram que a prevenção traz um retorno economico  estão investindo ( investimento se entende por ter um retorno e, portanto não é custo !!)
 
Infelizmente a ergonomia ainda é vista como sinônimo de gastos por muitas empresas, que mantêm ambientes e rotinas inadequadas à saúde dos funcionários.



QUAIS AS ESTATÍSTICAS CONHECIDAS?

Nos Estados Unidos, por exemplo, há um aumento extremamente significativo das LER/DORT, como se pode observar a seguir

Quadro 1: Distribuição de LER/DORT e porcentagem dessas afecções entre as doenças ocupacionais nos Estados Unidos.








ANO

Freqüência

% em relação às doenças ocupacionais


1981

22.600

18


1983

26.000

25


1984

34.700

28


1985

37.000

30


1987

72.900

38


1988

115. 300

48


1989

146.900

52


1990

185.900

56


1991

223.600

61


1993

302.400

64


1994

332.000

65


1998

253.300

64
Fonte: United States Bureau of Labour Statistics
Segundo o United States Bureau of Labour Statistics, houve um aumento de 14 vezes o número de casos entre 1981 e 1994, conforme se constata no quadro 1.
Em 1993, no Canadá e na Dinamarca respectivamente 50,5% e 45,6% dos casos de doenças ocupacionais foram de LER/ DORT.


Quadro 2: Distribuição de acidentes de trabalho no Brasil, segundo algumas doenças mais incidentes em 1997.





Código Internacional de Doença -CID

Total

Típico

Trajeto

Doença


Sinovite e tenossinovite

12.258

2.606

126

9.527


Convalescença pós-cirurgia

6.149

5.047

926

176


Ferimentos de dedos da mão, sem menção de complicação

5.754

5.698

45

11


Fratura de falanges, fechada

5.262

4.912

333

7


Ferimento de dedos da mão, complicado

3.776

3.733

38

5


Lumbago

3.060

2.727

92

241
Fonte: Proteção. Anuário Brasileiro de Proteção. Edição 99.
Os dados deste quadro foram baseados nas CATs processadas pela Dataprev. É importante ressaltar que nem todos os acidentes de trabalho registrados no ano de 1997 estão aí representados. No caso das doenças, por exemplo, foram registrados nesse quadro, cerca de 30% do total de doenças.


Tabela 1: Distribuição de doenças ocupacionais no Brasil segundo ano, entre 1982 a 1998






ANO

FREQÜÊNCIA


1982

2.766


1983

3.016


1984

3.233


1985

4.006


1986

6.014


1987

6.382


1988

5.025


1989

4.832


1990

5.217


1991

6.281


1992

8.299


1993

15.417


1994

15.270


1995

20.646


1996

34.889


1997

36.648


1998

30.489


1999

22.032


TOTAL

230.462

Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho - BEAT-INSS
Tabela 2.- Freqüência de trabalhadores com LER/DORT e sua proporção em relação a trabalhadores com doenças ocupacionais em geral, atendidos em dois serviços de referência em Saúde do Trabalhador no ano de 1994





Serviço

Nº de Trabalhadores com LER/DORT

Nº de Trabalhadores com doenças ocupacionais

% de trabalhadores com LER/DORT


CEREST / SP

1.046

1.598

65,4


NUSAT – BH

554

963

57,5


Total

1.600

2.561

100
Fonte: CEREST/SP e NUSAT- Belo Horizonte, respectivamente
Os dados do quadro 2 e tabela 1 permitem concluir que o aumento de casos de doenças ocupacionais registrados pela Previdência Social a partir1992 deu-se às custas de LER/DORT, a despeito da subnotificação existente. Concomitantemente, estatísticas de serviços de referência em Saúde do Trabalhador comprovam esse aumento registrado nos números oficiais da Previdência Social. No entanto, nos últimos 2 anos (1998 e 1999), observa-se queda importante de notificações.
Os trabalhadores atendidos nesses serviços com diagnóstico de LER/DORT são, em sua grande maioria, jovens e mulheres, dos mais diversos ramos de atividade e com as mais variadas funções/atividades.





Ramos mais Freqüentes

Funções / Atividades mais Freqüentes


Bancário
Metalúrgico
Comércio
Processamento de dados
Têxtil
Confecção
Químico
Plástico
Serviços
Telecomunicações
Alimentação
Vidreiro

Digitador
Montador de componente eletrônico
Bancário
Caixa de supermercado
Costureira de mangas, golas e punhos
Riscadeira
Passadeira
Arrematadeira
Programador de TV
Cozinheira
Escriturário
Bilheteiro de metrô
Distribuidor de cartas/ documentos
Telefonista
Embalador
Operador de Telemarketing

Concluindo:
Há uma necessidade urgente de conscientização geral, não apenas por parte das empresas mas sim, de toda uma população.
As doenças músculo esqueléticas podem, na sua maioria, serem evitadas e, para isso, basta APENAS prevenção e essa prevenção não requer custos ou manobras estratégicas galopantes, necessita, APENAS, CONSCIENTIZAÇÃO.

então......o que fazer e como fazer?......veja o artigo 3
Comente este artigo:
* Nome:
E-mail:
Publicar E-mail:Sim   Nao   
* Comentário:
O que está escrito na imagem ?

Ergonomia

Artigos

Copyright © 2010 CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida. Todos os direitos reservados.
Website desenvolvido com tecnologia Super Modular