28 DE FEVEREIRO - DIA MUNDIAL AO COMBATE A LER/ DORT


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28/02/2012 - 28 DE FEVEREIRO - DIA MUNDIAL AO COMBATE A LER/ DORT

Por Osny Telles Orselli

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28 DE FEVEREIRO: DIA INTERNACIONAL DE PREVENÇÃO DAS LESÕES POR ESFORÇOS REPETITIVOS – LER


Na realidade o dia consagrado a lembrar esta doença que cada vez mais aumenta no mundo todo, foi concebida para o último dia de fevereiro. Em anos bissextos, é o dia 29.


São tendinites, tenossinovites, e muitas outras patologias, doenças difíceis de cura total.


Sabemos que apenas a prevenção tem produzido resultados eficazes e por esta razão, vamos nos concentrar neste rápido trabalho, a reproduzir textos e conceitos a fim de gerar, ao máximo, informações para esclarecimentos e prevenção:


Hoje em dia, cada vez mais usuários ficam “plugados” diante do Computador. Ele faz já faz parte de nossas vidas, nas escolas, nas empresas, em casa, nos cyber cafés, nas LAN Houses.


Hoje as pessoas trabalham em casa, navegam nos sites.  Nossas crianças já estão diante dos computadores e por muito tempo...


As chamadas doenças do trabalho não fazem distinção se você está numa sala de aula, cyber café ou num tele marketing.


 


As chamadas "LER/DORT" como as Tendinites, são uma condição dolorosa e debilitante, provocada pela movimentação repetitiva da mão e do punho, normalmente associadas à força e à má postura. Estas doenças acometem trabalhadores das indústrias, de escritórios, digitadores, caixas de bancos, do comércio, etc., ambos os sexos, sempre que a condição de trabalho exige movimentação repetitiva do punho, envolvendo, flexões, extensões, rotações e força, em posição sentada ou em pé.


Assim devemos tomar medidas e cuidados para que as dores nas costas e as tendinites sejam evitadas, aumentando a segurança, diminuindo os riscos.


Elas podem ser facilmente reduzidas com alguns cuidados simples de prevenção. Exercícios de aquecimento e de alongamento antes do início do trabalho, alternação das tarefas, altura correta da cadeira e das superfícies de trabalho, e principalmente a correção da postura no trabalho e fora dele, podem reduzir significativamente sua incidência.


Ao menor sinal de dor ou fadiga no seu punho consulte imediatamente seu médico, pois na fase preliminar as "LER/DORT" são reversíveis. Só seu médico poderá indicar o melhor tratamento.


Aqui vão alguns conselhos úteis para aqueles que ficam pouco ou muitas horas diante da tela.


 



  • Sua postura de trabalho afeta significativamente a saúde de seus punhos e suas costas.


         Para obter o máximo de conforto siga as recomendações abaixo:



  • Mantenha a cabeça diretamente acima dos ombros e quadris, com o pescoço relaxado.

  • Suas costas devem estar retas ou ligeiramente inclinadas para frente, mantendo a curvatura natural da coluna lombar.

  • Use uma cadeira verdadeiramente ergonômica com contato permanente da coluna lombar para manter a curvatura.

  • Os cotovelos devem situar-se em um ângulo reto confortável, com os antebraços em posição paralela em relação ao solo.

  • A parte superior da tela do seu monitor deverá estar ao nível dos olhos e a uma distância equivalente ao comprimento do braço estendido.

  • Os punhos devem estar descontraídos e confortáveis, sem flexionamento perceptível. Posicione o teclado no mesmo nível dos cotovelos. Use um descanso para o punho no teclado e no mouse de no mínimo 8,5 cm de largura.

  • Incline levemente a superfície do assento de sua cadeira para frente de modo que os joelhos fiquem em posição mais baixa que os quadris.

  • Mantenha os pés inteiramente apoiados sobre o piso. Use um descansa-pés de preferência móvel.

  • Mude de posição com freqüência e faça intervalos periódicos para caminhar ou


"esticar o corpo". Utilize a ginástica do gato.



  • Faça exercícios físicos periódicos. Conheça a limitação de seu corpo e faça pausas; faça de seu ambiente de trabalho um local agradável e não fique tenso. Use sempre produtos ergonômicos e siga estes conselhos:

  • Não se dependure nos ônibus, não fique em filas sem apoio, não use água fria e mantenha sua boa postura em todas as ocasiões!


Tudo isso não seria possível se não existisse uma ciência relativamente nova chamada ERGONOMIA.


A Ergonomia pode ser definida de várias maneiras: “Estudo de aspectos do trabalho e sua relação com o confronto e bem-estar do homem”.


O termo “ergonomia” é derivado das palavras gregas:


ERGONOMIA = ergo (trabalho) e nomos (regras)


“Ergonomia se aplica ao projeto de máquinas, equipamentos, sistemas e tarefas, com o objetivo de melhorar a segurança, saúde, conforto e eficiência no trabalho” (J.Dul e B. Weerdmeester).


“Ergonomia é o conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessário para os engenheiros conceberem ferramentas, máquinas e conjuntos de trabalho que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficiência” (Murrel, 1949 – britânico).


Resumidamente, devemos, na realidade, reduzir riscos destas doenças.


Os diversos riscos, a seguir apontados, apontados devem ser interpretados como um incentivo à melhoria, a fim de aumentar o conforto daqueles que labutam para a educação de nossas crianças e adolescentes, uma tarefa nobre e altamente importante.


Vamos, a seguir, detalhar os itens principais, a fim de que, os ambientes listados, item por item, apenas os principais, possam ser melhor entendidos nas expressões resumidas. 


Em diversos levantamentos por ambiente de trabalho, utilizamos muitos parâmatros e expressões resumidas que tentamos, abaixo, nestes observaçõrs gerais, dar a explicaçào devida.


A. Luz clara e reflexos. Não basta haver pouca ou muita iluminação, certamente fundamental. A iluminação vai alem e um dos aspectos que devemos nos ater, principalmente em local de leitura, aprendizado intensos é a Temperatura de Cor. (laudos anexos)


A definição de Temperatura de cor está baseada na relação entre a temperatura de um material hipotético e estandardizada conhecido por corpo negro radiador, e a distribuição de energia da sua luz emitida à medida que a temperatura deste corpo negro é elevada do zero absoluto até temperaturas cada vez mais elevadas. Expressa a aparência de cor da luz emitida pela fonte de luz. A sua unidade de medida é o Kelvin (K). Quanto mais alta a temperatura de cor, mais clara é a tonalidade de cor da luz. Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos nos referindo ao calor físico da lâmpada, e sim a tonalidade de cor que ela apresenta ao ambiente. Luz com tonalidade de cor mais suave torna-se mais aconchegante e relaxante, luz mais clara mais estimulante.


A temperatura de cor é uma analogia entre a cor da luz emitida por um corpo negro aquecido até a temperatura especificada em Kelvin e a cor que estamos comparando.


Uma lâmpada de temperatura de cor de 2.700 K tem tonalidade mais amarelada, mais rosa, já uma outra de 6.500 K tem tonalidade branca quase azulada. O ideal em um ambiente de trabalho é variar entre 3.000/ 4000 K. Quanto um pouco amarelada, para ambientes internos, mais conforto. Ao contrário, para ambientes externos, pátios, quadras, quanto mais branca, mais contraste. Para ambientes externos as lâmpadas de vapor de sódio, altamente eficiêntes apresentam uma vizibilidade ímpar.   


A tendência hoje em dia é optar por lâmpadas chamadas fluorescentes compactas de várias potencias, conforme o ambiente a ser iluminado.


Ambas, as fluorescentes tubulares de 20 W ou 40 W e as compactos se apresentam no mercado com varias temperaturas de cor. O ideal é mesclalas quando não se pode ter um modelo ou marca ideal em torno de 4 000 K, que já existem em diversas marcas (GE, OSRAM, SILVANIA, etc).


Assim as expressões abaixo de muito clara deve ser entendida como temperatura muito alta, devendo ser estudao a sua troca por tempearturas m’dias mais baixas.


Há alguns ambientes estudados onde as lâmpadas já antiquadas e pouco eficientes chamadas de mixtas onde alem do problema da pemperatura de cor muito alta e excesso consumo de ernergia, eles precisam ter uma proteçào contra explosão quando utilizadas em ambientes fechados, a fim de que os resíduos de vidro provoquem cortes e injurias sérias. Estas devem ser trocadas por fluorescentes compactas.


Ainda sobre a iluminação, novamente mais importante quando se trata de ambienets onde há muita leitura, aprendizado e monitores de computador de vidfro é a luz direta ou indireta. Devemos, sempre que possível, optar pela iluminação indireta. Para aqueles portadores de óculos a iluminação difreta torna-se particularmente fadigante.


Assim quando reportamos com a expressão reflexos, referimo-nos a iluminaçào direta artificial ou até a natural, pois a luz natural através de uma janela sem cortinas ou sem proteção adequada, pode se tornar um fator de fadiga visual importante.


B. Falta de espaço: Significa que não há espaço na superfície de trabalho para a digitação ou trabalho em geral sem riscos e/ou uso de mouse sem riscos. Estes, na sua maioria, são provocados pela CPU ser horizontal, com poucas chances de ser deslocada para trás, por exemplo, para abrir mais espaço na frente.


C. Falta de organização: Significa um acúmulo aparente de papéis, catálogos, fichas, fichários, amostras, formulários, materiais, inservíveis, etc. indicando um possível risco ergonômico de stress, receio de errar, ansiedade.


D. Pescoço com telefone: Significa que, por ocasião de nossa visita, algum colaborador estava utilizando o mau hábito de prender o fone entre o pescoço e o ombro, com forte flexão da coluna cervical. Caso seja necessário utilizar o telefone e ambas as mãos, o uso de um “hands free” é recomendável.


E. Texto: Significa que a atividade inclui uma boa parte de seu tempo em que o colaborador copia textos ou dados de um documento para o computador. Neste caso, o uso de um facilitador de texto é a solução a fim de evitar os movimentos repetitivos de flexão lateral e central da cervical associados à indução de má postura da coluna como um todo. Em função da atividade, observa-se que modelos diferentes de facilitadores de texto devem ser adotados.


F. Pés no ar: Significa que o colaborador, independentemente da cadeira ser ou não ergonômica, procurou regular a altura do assento para melhorar sua postura, mas ficou com os pés no ar, em balanço, com riscos de má circulação nas coxas, pernas e pés e com tendência a ir para frente comprometendo a postura ideal.


G. Quina viva: Significa que as superfícies de trabalho (mesas e ou bancadas) apresentam ângulo reto na sua frontal. Hoje em dia, qualquer mesa de trabalho já trás as bordas arredondadas, pois os cantos vivos são um celeiro de descanso dos punhos fazendo com que a pressão provocada pela quina seja um ponto adicional de tensão nos mesmos. Não há necessidade de troca imediata destas mesas, pois há dispositivos super econômicos que diminuem este risco, como os Quebra Quinas de poliuretano.


H. Postura: Significa que a postura está comprometida em função da má altura do monitor, ausência de possibilidade de se regular a altura do assento da cadeira e ou falta de treinamento de conscientização.


I. Dor nas costas: Significa que o colaborador, durante a visita, tomou a iniciativa de informar que tem muitas dores nas costas.


J. Dor nos punhos: Significa que o colaborador tomou a iniciativa de informar que tem muitas dores nos punhos ou já foi diagnosticado as mesmas como tendinites (LER/DORT). 


K. TALA: Significa que foi observado algum colaborador trabalhando (por exemplo, digitando) usando um suporte de punho imobilizador de movimentos conhecidos como tala. O uso de talas imobilizadoras é condenado por vários especialistas, pois ao restringir os movimentos, aumenta a tensão dos músculos e tendões dos punhos. Aqueles que já queixam de dores (LER inicial tipo 1 ou 2) com o uso das talas, tem suas dores diminuídas no início, mas o risco da doença permanecer e aumentar é muito grande. Ao menor sinal de dor que caracteriza uma suspeita de LER estágio 1, o empregado deve ser afastado daquela atividade. 


L. Quente: Significa que achamos o ambiente com uma temperatura maior do que seria a normal a ser checado pelo Laudo CALOR.


M. FRIO: Significa que achamos o ambiente com uma temperatura menor do que seria a normal a ser checado pelo Laudo CALOR.


N. Cadeiras ou mobiliário inadequado: Significa que as cadeiras, bancos ou outro produto inadequado às normas ou adequação ergonômica podendo gerar riscos de lombalgias e outras patologias músculo-esqueléticas.


O. Cargas, pesos ou seu manuseio inadequados ou falta de treinamento: Significa que há alguma carga que deve merecer uma atenção particular, mesmo que seu “peso“ não seja excepcional fora das normas.


A maioria dos casos mesmo de cargas pequenas, de, por exemplo,300 gramas, caso não haja técnica de treinamento para o seu manuseio corretos, há riscos de lesões da coluna. A seguir várias considerações pertinentes.


QUAL O LIMITE DE PESO DA CARGA PARA UMA PESSOA LEVANTAR


A postura adotada pelo corpo durante as atividades de elevação de peso, representa um dos aspectos mais relevantes para o profissional de SHT.


Chaffin, em 1991, demonstrou em seu modelo biomecânico a relação entre a carga suspensa entre os níveis L5 e S1. Nessa demonstração o aumento da distância horizontal entre a mão e a coluna vertebral a cada10 cmresulta em um aumento de 1 000 N (aproximadamente100 kg) na força de compressão sobre o disco intervertebral daquela região, comprovando o conhecimento empírico de que a melhor maneira para levantar uma carga é mantê-la próximo ao corpo.


Embasado nas pesquisas de Chaffin, o National Institute for Occupational Safety and Health – NIOSH estabeleceu os limites individuais para o levantamento, o transporte e a deposição manuais de cargas em 1/3 da massa corporal da pessoa. Além disso, determinou que a compressão máxima sobre o segmento L5-S1 da coluna vertebral durante esse tipo de atividade é de 6.400 N, enquanto que o limite inferior considerado como sobrecarga inicia-se em 3 400 N.


É de se considerar que o posto de trabalho em que será realizado o levantamento e o deslocamento da carga deve estar adequadamente preparado para essa atividade.


Como exemplo, as bancadas e as prateleiras devem permitir a aproximação da carga ao eixo central do corpo, além de possibilitar a movimentação plena dos joelhos em flexão, entre outros.


Também temos que considerar a altura mínima para iniciar o movimento de levantamento de uma carga que pode variar de50 a75 centímetros, sendo o deslocamento vertical não deve ser maior que25 cm, independente da estatura do trabalhador.


O intervalo entre os levantamentos não deve ser inferior a noventa segundos, intercalando-se períodos de atividades mais leves que tenham 120 % da duração de tempo da atividade de levantamento.


Além disso, os objetos a serem transportados devem ter alças ou furos laterais de formato arredondado, favorecendo a pegada com ambas as mãos. Deve-se evitar a presença de cantos cortantes, protuberâncias ou temperaturas extremas.


O transporte de um objeto com o uso de uma única mão deve ser evitado a todo custo, pois tensões assimétricas representam acentuado risco de desgaste das articulações do lado do corpo que suporta a carga.


Os objetos com peso um pouco superior ao estabelecido pelo NIOSH devem ser manipulados por uma equipe de trabalhadores com estaturas e biótipos semelhantes para que o trabalho seja executado de forma coordenada; esse procedimento é denominado princípio do deslocamento a quatro ou a seis mãos.


Apesar disso, sempre que possível, a atividade deve ser feita com o auxílio de equipamentos.


O piso da área de trabalho deve ser duro e possuir superfície plana, pois a presença de atritos e vibrações exige maior força para a plena execução do deslocamento.


CONCLUSÔES:


No Trabalho, nas empresas, em casa, nos cyber café, dirigindo, viajando, em atividades de lazer é possível e devemos estar atentos aos nossos movimentos, aos nossos hábitos a fim de possamos ter saúde, um dos fatores para que tenhamos a tão almejada QUALIDADE DE VIDA.


Recomendamos a leitura dos diversos artigos e pareceres que estão disponíveis no site da www.cmqv.org  e nos links e sites recomendados à leitura.


Osny Telles Orselli Engenheiro Mecânico e de Segurança do Trabalho.


Professor e Consultor em Ergonomia.


www.mundoergonomia.com.br


www.cmqv.org  


OTO/ 29 fevereiro 2012

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