Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível



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11/12/2005 - Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível

Por enviada por Dra.Célia Wada

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Mais consciência, menos desigualdade, mais HUMANIDADE....

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da "invisibilidade pública". Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são "seres invisíveis, sem nome".
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da "invisibilidade pública", ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R $ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: "Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência", explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. "Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão", diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga.. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.
DIÁRIO - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Com que objetivo?
A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis. Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?
Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?
Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas, os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Dê um exemplo?
Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: "É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão."
Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Eles testaram você?
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca.. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: ´E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?´ E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
"Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa"

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar não senti o gosto da comida voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando
- professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma coisa.
reportagem de PLÍNIO DELPHINO.
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gonçalo lemes paes de proencça - 12/04/2018 13:31
gpaesimoveis@hotmail.com
o psicologo . que sentiu na pele que e ser tratado como um objeto e nao como ser humano / e compreender e analisar os garis.
Karina Fernnda - 05/04/2018 19:18
karinafnascimento2009@hotmail.com
triste realidade, porém a maioria dos trabalhadores braçal são visto assim.
Elton Damasio - 04/04/2018 22:48
eltondamasio5@gmail.com
triste realidade
Carlos Alberto dos Santos - 28/02/2018 09:55
c.santoscarlos@hotmail.com
triste realidade, porem não é uma exclusividade dos garis....triste.
Ilma Costa Silva - 26/02/2018 18:54
Boa noite. Essa reportagem mostra uma grande lição. Apesar de muito triste, mas infelizmente essa é a realidade de muitos trabalhadores. Parabéns ao sr. Fernando Braga pois com essa situação, aprendeu a ver a vida de uma outra forma
Andressa Moura - 23/02/2018 23:34
Parabéns ao Sr. Fernando Braga da Costa, é triste ler e ter certeza desta diferença de profissional, mas rico em poder mostrar como a população é injusta; vemos diariamente uma serie de problemas psicológicos, como por exemplo depressão, problemas decorrentes ao dia a dia, e ao menos nos colocamos no lugar e passamos a ter o minimo de respeito, pois muitos destes profissionais se sentem deprimidos, pelo simples fato das pessoas não tratarem com dignidade. Uma unica palavra como BOM DIA pode mudar o dia de muitas pessoas, de garis, de porteiros e de seres humano. Que o caminho do Sr. seja trilhado de luz. Meus parabéns!
Fabiano Amorim - 20/02/2018 21:05
Boa Noite, estou aqui para deixar meus votos para autor desse texto, realista, e dizer que isso realmente acontece, pois já trabalhei de GARI varrendo Ruas e Feiras etc, esse tipo de trabalho braçal é muito desvalorizado no território brasileiro, as pessoas em classe geral, ver que estou varrendo e mesmo assim não respeitam e jogão papeis no chão, bom! eu tenho esperança que as pessoas do brasil possa muda um dia.
Marciana da conceicao - 20/02/2018 20:17
no mundo em que vivemos as pessoas so pensa em sim mesmo nao olhar pro proximo por isso que muitos nao olhar pra esses trabalhador que sao igual a todos
Rosimeire souza - 20/02/2018 20:16
É uma realidade muito triste,mas infelizmente é isso que acontece todos os dias,a profissão menos favorecida é tratada com indiferença.
Maria Ilma Ferreira Santos - 04/11/2017 08:27
mariailma.ferreirasantos@gmail.com
Essa realidade esta nitida em nossos dias,a diferença social,o descaso pelo proximo.No meu ponto de vista temos que começar educando nossos pequenos,passando amor,ensinando o quanto todos somos importantes nessa terra.
Sergio - 31/10/2017 19:21
sergio73.delboni@gmail.com
Muito bom e também muito triste, pior que a maioria dos trabalhadores braçais são tratados assim.
Andreia martins Sá Deak - 31/10/2017 13:37
Muito triste! Mais sabemos que realmente isso acontece em muitas outras profissões, a desigualdade social ainda existe em muitos lugares. E isso está no geral, não depende de idade ou religião. Mais sim falta de amor com o próximo e não reconhecendo que é um ser humano como vc. Essa história é uma grande lição que devemos enxergar o próximo independente de raça ou religião.Vamos refletir sempre...
Bruno Deguimar de Rezende - 30/10/2017 20:55
brunodrezende@outlook.com
uma grande lição que podemos levar para nassa vida toda.
raysa - 30/10/2017 10:51
raysa.lemos17@hotmail.com
bela atitude do psicólogo, o mundo precisa de mais pessoas assim
Nayara Aparecida Lourenço - 20/02/2017 23:48
Eu gostei muito da atitude dele esta de parabéns temos sempre q agradecer aos garis por limpar as cidades e nunca devemos ter nojo deles e nem passar sem dar um bom dia pois talvez e um bom dia q deixa o dia deles mais felizes eles são um exemplo de que são honestos e estão trabalhando pra ganhar o pão de cada dia e ajudar suas familias e melhor varrer rua do q roubar ! Parabéns aos garis
Nayara olivera duque - 20/02/2017 16:48
na_duque@outoolk.com
O ser humano ,muita das vezes só entende o outro lado quando passa na pele.
ANA LUCIA LOPES LIMA - 09/11/2016 16:24
ferreiralucia006@gmail.com
realmente tem casos q temos q vivenciar pra darmos valores . o fato de você ser gari não precisa ser excluída da sociedade. hoje em dia as pessoas se vistam de uma coisa que não é. se o mais importante é o caráter.
Maria Rosa Filha - 23/08/2016 01:51
o ser humano é percebido e respeitado pela classe social.o gari ,o morador de rua ,é como se não existisse,é apenas mais um no meio da multidão
Fabiana Ferreira Borges Resende - 20/08/2016 19:02
fabyferborges@hotmail.com
Boa noite, parabéns professor Fernando pela sua dedicação, aprendi muito com essa lição de vida obrigada.
viviane gomes - 16/08/2016 22:12
vivianeferreira.1216@hotmail.com
gostei muito do artigo e é assim mesmo as vezes fazemos coisas que nem imaginamos passamos por pessoas que nem olhamos para o rosto ,e pior as vezes conversamos muito com pessoas que não sabemos o nome ou nem perguntamos , muito triste o esses comportamentos.
Wagner Johnson da Mota - 16/08/2016 17:05
motawagnerjohnson@gmail.com
Fiquei muito feliz de saber que você participou meio período do seu dia com os garis,e mais feliz de saber que você conviveu com pessoas simples,amigas e trabalhadoras e o mais legal é que a educação e a cordialidade não é adquirida pelo diploma, título ou poder financeiro de cada um ,mas sim pelo respeito com os seres humanos. Sejam ricos ou pobres,doutores,mestres ou simplesmente trabalhadores braçais devemos ter respeito. Parabéns por sua atitude.O dinheiro tirou nossa humanidade.
francisco José Rua Paredes - 16/08/2016 10:08
Muito boa, porque as pessoas pensam porque tem um emprego melhor pode pisar nas outras pessoas esquecem da pessoa que esta dentro do uniforme
isaias soares freire - 15/08/2016 09:27
Parabéns pelo trabalho! A humildade sempre estará na frente da honra.
Rosicler K Berg - 22/05/2016 10:32
roscler.berg@erasto.com.br
Artigo maravilho,todos nós deveríamos uma vez na vida, colocar-se no lugar de alguém que nos serve de alguma forma,com certeza nos tornaríamos pessoas mais solícitas com próximo. E a determinação de Fernando! 8 anos de dedicação,simplesmente incrível.
Priscila Dimas - 16/05/2016 18:32
Gostei muito do artigo,pois mostra a realidade de como são tratada as pessoas, que fazem toda diferença no nosso dia a dia.Pois se deixássemos o lixo,a sujeira, sem fazer o que se tem de fazer com eles,o que seria de nós.
neia - 22/04/2016 11:16
neialima.costa@bol.com.br
É realmente ainda existe este tipo de indiferencia social ,não só com um gari ,com ate um catador de papelão e,um morador de rua e nós podemos fazer toda a diferença com um simples bom dia.....Parabens professor .
Ana Lucia Silva - 20/04/2016 11:15
ana.luciaa1@hotmail.com
NOssa! emocionante, acredito que se todos tivessem um ponto de vista assim, o mundo poderia ser um pouco melhor, com menos hipocrisia e mais amor ao próximo . Parabéns Fernando Braga !
joilma a.santos - 14/04/2016 18:13
jojoilma917@gmail.com
Eu sei como isso funciona trabalho em uma cozinha e quando tiro a touca ou arrumo os cabelo algumas pessoas não me reconhece. Meus parabéns pela tese.
Marcos Soares Rocha - 11/04/2016 22:06
Quero Parabeniza-lo por uma atitude aplausivel, pois isso nos mostra o quanto o ser humano é importante, não importa, sua classe e o que faz!
Evelin Taborga de Melo - 11/04/2016 10:37
evelintaborga95@gmail.com
Achei simplesmente fantástico o trabalho de Fernando Braga da Costa. O comentário feito por ele, "Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa" nos faz repensar a forma como agimos diante da sociedade e das noções impostas pelas classes sociais. Realmente todos nós devíamos nos curar dessa doença burguesa.
graziano costa - 08/05/2015 10:22
grazianocosta@hotmail.com
vamos fazer essa experiência no colegio
isaias de paulo da silva - 18/10/2014 18:30
isdepaulo@hotmail.com
muito bom mesmo
fagundes - 05/11/2013 17:09
fagundesvoliveira@gmil.com
muito bom otimo
Guerreira e vencedora - 04/11/2013 18:25
Parece que poucos conhecem aquela frase que resume tudo o que somos: "Lembra-te homem, que eras PÓ e em PÓ hás de tornar-te". Nem todo o dinheiro do mundo pode acrescentar um dia na sua vida. Já fui visível e invisível, mas aprendi mais quando fui invisível...
Sérgio Dantas - 23/10/2013 09:22
Estou tendo o privilégio de ter uma experiência semelhante. Vim para a Austrália estudar inglês mas não tinha grana pra me bancar como estudante por muito tempo. Como estiquei meu visto por mais alguns meses, estou trabalhando como faxineiro em um aeroporto. Apesar da diferença cultural, é impressionante quantas vezes me sinto invisível. Espero de alguma forma poder contribuir também após viver essa experiência.
BEM SUCEDIDA PORÉM HUMILDE - 24/09/2013 20:02
NA VERDADE, POBRES COITADAS SÃO A "GDE MAIORIA" DESSAS PESSOAS QUE TÊM ESTUDO, BONS EMPREGOS E SÃO BEM SUCEDIDAS. POIS SÃO POBRES DE HUMILDADE. NÃO SABENDO ELAS, QUE O POBRE SIM, NO CONTEXTO GERAL DA VIDA, É BEM MAIS FELIZ QUE O RICO. POIS O RICO SÓ TÊM FALSOS "AMIGOS". JÁ O POBRE NÃO, AS PESSOAS GOSTAM "DELE" E NÃO DO "DINHEIRO" DELE. DIGO ISSO, POR EXPERIÊNCIA PRÓPRIA QDO TINHA 12 ANOS DE IDADE. POIS VIVI A RIQUEZA E DEPOIS A MISÉRIA. E VI QUE QDO FIQUEI POBRE, O MEUS "AMIGOS" RICOS "SUMIRAM". HOJE SOU UMA PESSOA BEM SUCEDIDA NO RAMOS DOS NEGÓCIOS, E APRENDI QUE NÃO SOMOS NADA, E QUE DEVEMOS TER HUMILDADE E TRATAR "TODOS" SEM EXCEÇÃO IGUAIS. POIS O FIM DE TODOS NÓS É O MESMO, NÃO IMPORTANDO A COR, O NÍVEL SOCIAL OU CULTURAL: O BURACO NO CHÃO. PORTANTO, CULTOS PREPOTENTES, APRENDAM A TER HUMIDADE.
oneida cunha de macedo nunes - 16/08/2013 09:36
Assisti a rica entrevista de Fernando Braga da Costa, em Palavras cruzadas e, fiquei muito feliz e grata por ver um ser humano discutindo assuntos tão sèrios, neste momento em que tudo è descartàvel e, onde estamos vivendo a cultura do "TER". Parabèns mestre FERNANDO.
Paula Albuquerque - 18/07/2013 13:23
É muito complicado!! Deus me ajude nesse sofrimento que vivo há anos!!! Deus é fiel!!
patricia - 26/04/2013 14:09
paty.hoje@hotmail.com
Parabens caraaaaaaaa !! trabalho com Garis vc arrebentou!! que lição de vida!!! parabens !!!
Jorge - 26/01/2013 15:47
jorge67costa2009@Hotmail.com
Oi sou gari e é isso mesmo nos sentimos como se estivéssemos invisível ao olhos das pessoas não enxergão o trabalhador e sim a posição social. Para trabalhar como gari é enfrentar preconceito olhares atravessados, pessoas que passam por vc fazendo gestos de que vc ou algo está fedendo imagine um mês sem coleta de lixo, sem gari varrendo ruas, limpando valas iguarapês. somos maus renumerados somos pessoas não somos gado não somos animais.
Elismar Santos de Souza - 09/11/2012 14:18
Elismar05@hotmail.com
Emocionante,parabnéns Fernando Braga da Costa.Esse trabalho mostra como o ser-humano trata as pessoas de baixa renda,esquecendo q somos todos iguais independente da cor,classe social.Já pessei em uma situação parecido como essa,em uma inauguração de uma loja cheguei cedo,ao abriar as portas entrei na loja e nenhum funcionário perguntou se podia ajuda-lo,enquanto as pessoas q chegaram de carro eram bem recebidos.Algumas pessoas tratam nós pelo q temos,e ñ pelo q somos.
dejalma - 10/06/2012 09:13
dejalmafernandesdias@yahoo.com.br
muito emocionante. isso acontece em varias profissões. garçons,atendentes,vendedores... eu trabalho numa fabrica de gelo,conveniencia e atende festas. tudo isso num só lugar. mais sou invisivel, me chamam pelo nome da empresa que trabalho e só me reconhecem quando estou com uniforme da empresa.
Rosemeria R. Vilarino - 08/09/2011 17:01
Amei! Os seres humanos são assim,desprezam os outros, sinto essa diferença mesmo em outras profissões,ex: a minha auxiliar de enfermagem.
Rosilene - 11/05/2011 21:13
rosilene.rosa69@hotmail.com
Nossa! Fiquei emocionada ao ler esse artigo, sensacional...já li vários artigos, mas esse me surpreendeu é uma história linda, humana, se todos pudesse viver o que ele viveu o mundo seria melhor.
Rosilene - 11/05/2011 21:12
Nossa! Fiquei emocionada ao ler esse artigo, sensacional...já li vários artigos, mas esse me surpreendeu é uma história linda, humana, se todos pudesse viver o que ele viveu o mundo seria melhor.
margarida.0007@hotmail.om - 30/07/2010 18:20
Esse foi o melhor artigo que já li até então. Estou fazendo pós graduação (Especialização em Fisiologia do Exercício) e é exatamente com os garis que irei trabalhar por algum tempo para observar a maneira como trabalham, as principais doenças relacionadas com as atividades desenvolvidas pelos profissionais do resíduos sólidos nas vias públicas da cidade de Parelhas - RN. Estou amando esse trabalho. Parabéns pelo seu trabalho. É um exemplo para quem não conhece bem o ser humano.
josias Sydor - 19/05/2010 22:43
josiasydor@yahoo.com.br
Trabalho como gari a 9 meses e, sinto na pele tudo o que foi mencionado nesse site. É incrivel a forma como as pessoas nos tratam; outro dia estava meu colega Claudio e eu varrendo em uma determinada rua, em frente a uma loja de doces, pessoas saiam saboreando docinhos e jogavam os papeis na calçada. O impressionante é que ficavam olhando bem pra nossa cara so pra ver nossa reação. Ha horas em que a vontade é tão grande de abandonar o carrinho no meio da rua e sair correndo....Como a sociedade é podre. Senhor Josias Não fique aborrecido com essas coisas. Na verdade temos é que ter pena dessas pessoas. Elas devem se achar melhores e mal sabem o quanto são PEQUENAS. Se você notar, vai ver que as pessoas sabias e de bom caráter jamais fazem isso pois sabem que, independente da funçaõ, do gargo, da cor e da classe social, NO´S, SERES HUMANOS, SOMOS TODOS IGUAIS. abraços e parabéns pela profissão, se orgulhe dela! Célia Wada
carvalho - 09/07/2009 09:55
a invisibilidade dos garis dentro do perfil social se dá de forma cruel, deixando cicatrizes psicológicas e tornando-os seres abstratos, como mudar de forma ampla a visão preconceituosa de uma sociedade que vive uma falsa ideia de classes sociais?
adriano rodrigues - 09/03/2009 22:17
legiao.51@hotmail.com
comforta e estimula qualquer pessoa que penssa sobre a fauta de considerasao com o proximo

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