Tem uma rosa no meu jardim - o que me faz feliz?


Seminário, cursos e eventos

ERGONOMIA



gestão / prevenção / conservação / manutenção









Histórias e Gente de Valor
Reflexões

10/11/2005 - Tem uma rosa no meu jardim - o que me faz feliz?

Por Sérgio Vilas Boas

Alterar tamanho da fonte: A+ | a-

Tem uma Rosa no Meu Jardim



Diariamente, nos deparamos com verdadeiras pepitas de ouro colocadas em nossos caminhos e vivências.

São pessoas, momentos de introspecção, fatos e reflexões contextualizadas com as realidades que presenciamos e vivenciamos diariamente.
Cabe a nós a serenidade suficiente para percebê-las, mas na maioria das vezes, dado o nosso atropelo cotidiano de vida, não experienciamos estes numerosos momentos especiais.

Há cinco anos, aluguei uma casa em Valinhos-SP, que possuía um jardim totalmente abandonado. Como agrônomo, não poderia deixar de reformá-lo. Então, eu gramei, podei as rosas e as azaléias, plantei “pingo de ouro” (nas laterais da escadaria que levava à porta principal), alface orgânica e formei um canteiro medicinal. Foi uma visualização criativa que se materializou. Portanto... Missão cumprida!
Agora é só “curtir”.



Passaram-se os dias e os meses.
Fiz várias colheitas de alface, colhi hortelã, erva cidreira e outras. Passaram-se mais dias e meses e acabei me desligando do jardim... estava imerso nos atropelos do dia a dia.

Num belo dia, chegando do trabalho, parei por alguns minutos em frente ao jardim e  me dei conta que havia uma belíssima rosa aberta. Então, senti de repente um “frio na espinha”...  Onde estava eu que não havia “curtido” aquela rosa (notada na fase de botão) até o desabrochar?

A sociedade “moderna” está tão imersa nos seus problemas cotidianos que acaba se esquecendo de viver.
A sociedade capitalista hipócrita impõem-nos um ritmo alucinante de consumo e de dedicação que ultrapassam, em muito, nossas próprias capacidades pessoais.
Então, simplesmente passamos nossos dias como sequências temporais de vivências superficiais e focando prioritariamente a sobrevivência, desprovidas de brilho e significado e, muito pior, cada vez mais longe da felicidade interior. Nos esquecemos de viver... de experienciar cada minuto e cada segundo de nosso dia (presente). Logo, o conceito de felicidade que esta sociedade nos apresenta é uma pseudofelicidade, pois não é a que nos faz verdadeiramente felizes.

Pergunte-se agora, sem filtros e amarras:  “O que me faz verdadeiramente feliz?”

Pode ser que sejam (e geralmente são) as pequenas coisas (que SÓ VOCÊ sabe e valoriza), geralmente não “compráveis”, como sentir o cheiro da terra molhada e da fumaça do fogão a lenha que nos remete aos momentos vividos com nossas avós... daquela música que lhe traz boas recordações... daqueles momentos com seus filhos na pracinha do bairro...

Temos que rever nossos hábitos de consumo e de vida, descobrindo o que verdadeiramente nos importa... o que verdadeiramente nos alimenta como seres humanos e seres de luz... e pautar nossas vidas dentro deste contexto.

Provavelmente é isso o que nos falta para vivenciarmos momentos de real felicidade... * Sérgio Vilas Boas – Engenheiro Agrônomo, Doutor em Geociências e Meio Ambiente, Ex-Professor Universitário, Educador e Consultor na Área de Responsabilidade Sócioambiental      Email: svboas@gmail.com  matéria publicada no Jornal Gazeta Metropolitana-10-11-2005

                                                      voltar www.cmqv.org

Comente este artigo:
* Nome:
E-mail:
Publicar E-mail:Sim   Nao   
* Comentário:
O que está escrito na imagem ?
 

Política e Responsabilidade Social

Copyright © 2014 CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida. Todos os direitos reservados.
Website desenvolvido com tecnologia Super Modular